Po shfaqen postimet me emërtimin feminismo(s). Shfaq të gjitha postimet
Po shfaqen postimet me emërtimin feminismo(s). Shfaq të gjitha postimet

Feminismo.blog.pt

De Kiki Smith, "What girls know about grids: for Leslie Gore, Mo Tucker, Laura Nyro, and Ma Cass. 2000"



Sobre as intervenções feministas (não confundir com intervenções femininas) na blogosfera portuguesa e estrangeira debruçou-se a jornalista do Público Joana Amaral Cardoso. O feliz resultado é uma reportagem premiada com o Prémio Maria Lamas 2006 e intitulada "Feminismo.blog.pt". Pode e deve ser lida aqui. O levantamento de blogs é exaustivo e permite retirar algumas conclusões sobre o que vão dizendo e fazendo as feministas na blogosfera portuguesa. Em Portugal, ainda se peca por defeito mas não, esperamos todas, por efeito.


(reportagem Via O Mal da Indiferença, um dos blogs referidos na reportagem cuja leitura se recomenda)

No principio era a Mccall's

"1. Artigo principal sobre «a crescente calvície feminina, causada por excesso
de escova e de tinturas».
2. Um longo poema em tipo graúdo. Título: «Um Menino é um Menino».
3. Um conto a respeito de uma adolescente que não vai para a universidade
e rouba o namorado de outra moça, universitária e inteligente.
4. Um conto a respeito das sensações de um bebé que joga a mamadeira
fora do berço.
5. A primeira parte de uma matéria em que o duque de Windsor conta
«Como a Duquesa e eu vivemos agora. A influência da roupa sobre a minha
personalidade e vice-versa».
6. Um conto a respeito de uma garota de dezanove anos, enviada a uma
escola de aperfeiçoamento, a fim de aprender a ser bem feminina e perder
no ténis
7. A história de um casal em lua-de-mel, movimentando-se entre um quarto
e outro, depois de brigar por causa de jogo, em Las Vegas.
8. Um artigo ensinando «Como vencer um complexo de inferioridade».
9. Uma história chamada «Dia de Casamento».
10. História de mãe adolescente que aprende a dançar rock-and-roll.
11. Seis páginas de maravilhosas fotos de moda da parturiente.
12. Quatro páginas de matéria sobre «Como perder peso, segundo a receita
dos modelos».
13. Um artigo a respeito da demora em viagens aéreas.
14. Moldes para costurar em casa.
15. Moldes para fazer «Biombos — a Mágica Fascinante».
16. Um artigo intitulado «Método Enciclopédico para Encontrar um Segundo
Marido».
17. Um «churrasco bonanza», dedicado «ao grande Homem Americano, que,
boné branco na cabeça, garfo na mão, em terraço, varanda, pátio ou
quintal, em qualquer parte do país, observa a carne tostando no espeto.
E à sua mulher, sem cuja ajuda o churrasco jamais seria o indiscutível
sucesso que sempre é, verão após verão...»."

McCall's (julho de 1960):

Conteúdo da revista McCall's referido pelo revolucionário “The Feminine Mystique” de Betty Friedan (1963) [Tradução da edição brasileira Vozes Limitada – 1971]

his story/ her story

Herstory is a term which originated as a neologism. In feminist discourse, it is used to refer to history ("his story") from a feminist perspective, emphasizing the role of women or told from a woman's point of view. The word can be considered an example of folk etymology, a linguistic term for the modification of a word or phrase based on an analogy or a false etymology which is popularly believed to be true. In this case, the word history (from the Ancient Greek ιστορία, or istoria, meaning "a learning or knowing by inquiry") is etymologically unrelated to the possessive pronoun his.
(fonte: wikipedia)

Herstory

Mulheres no cinema, via Sound+vision.

Matar o anjo

Man must be pleased;
but him to please
Is woman's pleasure;
down the gulf
Of his condoled necessities
She casts her best, she flings herself.
How often flings for nought, and yokes
Her heart to an icicle or whim,
Whose each impatient word provokes
Another, not from her, but him;
While she, too gentle even to force
His penitence by kind replies,
Waits by, expecting his remorse,
With pardon in her pitying eyes;
And if he once, by shame oppress'd,
A comfortable word confers,
She leans and weeps against his breast,
And seems to think the sin was hers;
Or any eye to see her charms,
At any time, she's still his wife,
Dearly devoted to his arms;
She loves with love that cannot tire;
And when, ah woe, she loves alone,
Through passionate duty love springs higher,
As grass grows taller round a stone.
Excerto do Poema "Angel in the house" de Coventry Patmore (1823-1896)
"E quando estava a escrever esta crítica, descobri que se quisesse dedicar-me à crítica literária, teria de lutar contra um certo fantasma. O fantasma era uma mulher, e quando comecei a conhecê-la melhor, chamei-lhe, segundo a heroína de um famoso poema, O Anjo na Casa. Era ela que se vinha entrepor entre o mim e o papel quando eu estava a escrever as críticas. Era ela que me incomodava e me fazia perder tempo, e tanto me atormentava, que acabei por a matar."


Virginia Woolf, Professions for Women

Ruas sem saída