Po shfaqen postimet me emërtimin Poesia e música. Shfaq të gjitha postimet
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Robert & Miles (post de escuta)

(And I, I am no longer of that world)
Naked, he lies in the blinded room
chainsmoking, cradled by drugs, by jazz
as never by any lover's cradling flesh.
(lady of the pure black magnolias)
sobsings her sorrow and loss and fare you well,
dryweeps the pain his treacherous jailers
have released him from for a while.
His fears and his unfinished self
await him down in the anywhere streets.
He hides on the dark side of the moon,
takes refuge in a stained-glass cell,
flies to a clockless country of crystal.
Only the ghost of Lady Day knows where
he is. Only the music. And he swings
oh swings: beyond complete immortal now.

"Soledad" de Robert Hayden

(Para ouvir Flamenco Sketches de Miles Davis (Kind of Blue) clicar no poema; para ouvir Soledad, declamada pelo próprio Robert Hayden, clicar aqui)

Perfeição esdrúxula

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

"Construção" (1971), canção e poema mais que perfeitos de Chico Buarque.

poesia ou kassovitz revisitado

Dá-me um cigarro,
Dá-me lume.
Dá-me a cerveja.
Já sabes o costume.
Dá-me uma mortalha
Que eu enrolo isso.
Dá-me a pedra
E deixa-te disso.
Dá-me uns trocos
Para beber um café.
Vá lá.
Já sabes que estou farto de estar em pé.
E não me olhes com essa cara atravessada!
Dá-me o telefone da tua namorada!
Porquê? Porquê? Porquê?
Porque ela tem uma coisa para mim.
Quantas pedras de gelo
Queres no teu gin?
Da-me a tua vida,
da-me qualquer uma,
troco na boa na boinha
pelos meus tenis puma.
da-me um coraçao,
o meu foi roubado,
a cabra q o levou nem seker deixou recado.
da-me um pouco da tua classe
quem sabe talvez resultasse,
prometo q n a estrago, tasse?
da-me um bilhete para o cinema,
melhor,
da-me cara duma estrela de cinema
um sorriso pepsodente
de orelha a orelha
fofinho e inocente
tal e qual uma ovelha
da-me a tua imbecilidade
numa aspirina
e junta-lhes a tua integridade cabotina
axas q cabe tudo na mesma terrina
sabia-me mesmo bem agora uma gelatina
da-me um tiro
se isso te faz sentir melhor
da-me um lenço,
da ca eu limpo-te o suor
n consegues atirar
bem me keria parecer isso
da ca essa merda,
eu faço-te o serviço.

"o serviço", da weasel, 3º capítulo

Ruas sem saída